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16 de setembro de 2013

Ira, justiça e perdão

"Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus." Tiago 1:20
Já sentiu tanta ira a ponto de "exigir" de Deus uma resposta, uma atitude? Pare com esta atitude agora mesmo, porque ela não vai levar você a obter a resposta que gostaria.
Nos debatemos em ira, murmurando pelos cantos, reclamando e exigindo que "justiça" seja feita no nosso caso, que aquele que nos ofendeu sofra também ofensa, que aquele que nos humilhou seja humilhado também. E tudo isto para quê?
Somente para sentirmos o sabor da vingança, que dentro de nós chamamos de justiça, mas que no fundo é vingança mesmo.
Sempre que esperamos que a justiça seja feita e que a pessoa que nos prejudicou seja prejudicada da mesma maneira que nós fomos (ou até em dobro!) isso se chama vingança.
E nossa oração sai mais ou menos assim:"Senhor, que do mesmo modo que fui ofendida e humilhada, que fulano seja também, me faça "justiça" porque clamo a Ti de coração!"
Afinal, que coração é este que temos que ao invés de perdoar, pede que vingança seja feita e ainda em nome do Senhor?!
O que move nosso coração a pensar que isto é certo se chama ira. A ira nos cega a tal ponto de pensarmos que vamos realmente conseguir o que queremos da parte de Deus, e não nos damos conta que na verdade estamos indo contra a Sua própria Palavra, que diz:"Irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira." Efésios 4:26
Se você consegue sentir ira por vários dias seguidos, isso significa que você ainda é deficiente em perdoar.
Sentir ira não é o pecado propriamente dito, mas levar isso em frente, querendo que a vingança seja feita, e deixando o seu coração se contaminar com uma amargura tal a ponto de não pensar em outra coisa, apenas na queda da pessoa que lhe ofendeu, isso é pecado.
Infelizmente, entre marido e mulher acontecem discussões, e a parte ofendida espera ansiosa que o ofensor sinta a mesma dor, o mesmo pesar, e que passe pelo mesmo sofrimento na alma. Há mulheres que até mesmo torcem para que o marido sinta na pele o que ela está sentindo, e maridos que esperam o mesmo, sem se dar conta de que estão errados desejando este tipo de coisa.
Há um versículo na palavra de Deus que diz:"Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá." Salmo 66:18
Atender à iniquidade do coração, é desejar o mal de quem lhe ofendeu, é desejar que seja pago olho por olho e dente por dente. E pessoas que esperam esse tipo de coisa, não são ouvidas pelo Senhor quando oram.
Quer se fazer ouvir por Deus? Então faça a coisa certa: perdoe.

31 de janeiro de 2012

O irmão do filho pródigo

"E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; vindo porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas." Lucas 15:26-31
É fato que em nossas igrejas muitos não tem a mesma perseverança na fé, sendo levados de modo sedutor pelos encantos do mundo que se pinta na maioria das vezes como "alegre e libertador", mas que com o passar dos dias vai se revelando desbotado e como uma teia de aranha enlaça e sufoca o verdadeiro sentido de liberdade que só encontramos em Cristo.
Foi assim com o filho pródigo. Ele é representado como o filho caçula que um dia resolve sair da casa do pai, pede a herança (que só é concedida com a morte daquele que a possui) e sai pelo mundo, gastando em todos os prazeres que sua consciência lhe permite. Ele vai embora para uma terra longínqua e fora da casa do pai, já não está mais debaixo da proteção paterna e consequentemente não está mais também sob suas ordens.
Quando percebe que está sozinho, em situação difícil, sem dinheiro e sem o apoio de ninguém, retorna à casa do pai, no intuito de se humilhar perante ele e pedir ao menos um lugar entre seus empregados.
O pai o recebe de braços abertos, com amor, não levando em consideração a vida que o filho teve no passado, perdoando-o completamente.
Mas e o irmão do filho pródigo? Porque teve uma atitude tão mesquinha e não se alegrou ao ver a volta do irmão que esteve vagando pelo mundo, gastando tudo o que tinha, e que após tantos sofrimentos retorna?
Nem sempre o retorno de um irmão ou irmã que esteve em pecado, fora da casa de Deus traz alegria à alguns que nunca sairam de debaixo da proteção do Pai.
Isto se dá pelo fato de muitos pensarem que por estar debaixo da proteção de Deus, são mais dignos de suas bênçãos que àqueles que um dia estiveram sob sua proteção e a rejeitaram para experimentar como é o mundo lá fora.
O Pai perdoa incondicionalmente e não joga na cara daquele que pecou tudo o que ele cometeu se afastando de sua proteção e de sua casa. Não julgue àquele a quem o Pai já perdoou! Em Miquéias 7:19 diz:"Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar".
Infelizmente, muitos cristãos não sabem agir assim, e quando um irmão retorna, é perdoado e Deus o exalta, se comportam como o irmão do filho pródigo. Não percebem que tudo o que o Pai tem, pertence à eles também, as bênçãos, a unção, a alegria do Senhor, e que a volta daquele que esteve afastado em nada irá retirar aquilo que já lhe pertence por estar sob à proteção do Pai.
Isso acontece porque nem sempre aquele que está na casa do Senhor está ciente de tudo o que lhe pertence fazendo parte da família de Deus, e que a perda de um irmão na fé, é como a perda de um familiar, ou ainda mais, como a perda de um membro do corpo porque em ICo 12:27 diz: "Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular."
Porque não nos alegraríamos com a volta de um membro do Corpo de Cristo? Por causa do egoísmo.
O egoísmo não nos deixa ver a preciosidade da comunhão entre irmãos. "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!"(Sl 133:1).
Da próxima vez que vir algum irmão retornando para os caminhos do Senhor, depois de ter se desiludido com as ofertas do mundo, pergunte a si mesmo: Qual é a minha atitude com o retorno deste irmão? A atitude do pai que o recebe de volta com alegria, ou a atitude do irmão do filho pródigo que inveja o perdão e as bênçãos recebidas àquele que andou perdido?
Se a sua atitude for a do irmão do filho pródigo, lembre-se o que o Pai lhe diz: "Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas."
Tudo o que o Pai tem já nos pertence, e se o Pai se alegra com a volta de um filho, devemos nos alegrar com Ele. Em Jeremias 31:3b diz:"...com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí." É o amor do Senhor que atrai àquele que andou perdido de volta e de modo nenhum devemos nos opor, porque é o próprio Deus que o restaura.
Se você já esteve no lugar do filho pródigo e retornou, lembre-se da alegria do Pai ao recebê-lo de volta! E se você jamais saiu da casa do Pai, aprenda a acolher àquele que volta.
Jesus diz em Mateus 11:28,29-"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."
Não impeça o descanso e o alívio daquele que andou oprimido pelo mundo! Aprenda com Jesus, que é manso e humilde de coração.


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